ACHOU LEGAL A CONDENAÇÃO DO ESPANHOL QUE PROMETIA EMPREGOS A BRASILEIRAS e AS OBRIGAVA A SE PROSTITUIREM LÁ?

 


10/03/2008 – 23h08
Justiça condena espanhol por tráfico de mulheres e formação de quadrilha
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da Folha Online
da Agência Brasil
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A Justiça Federal em Goiás condenou o espanhol Aquilino Gonzalez Iglesias a 13 anos de prisão pelos crimes de tráfico internacional de mulheres e formação de quadrilha. O acusado também terá de pagar 535 salários mínimos nos valores de 2006.
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De acordo com o Ministério Público Federal, que apresentou a denúncia, mulheres de Goiás eram seduzidas a trabalhar com Iglesias, em sua casa noturna na Espanha, o clube Las Ninfas. O esquema era sustentado no Brasil pela cunhada do espanhol, Magna Pires da Costa. Em escutas telefônicas, a brasileira usava o codinome Karen e atuava no recrutamento de garotas do Estado para sustentar o esquema de prostituição.
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A acusada de aliciamento foi condenada a mais de dez anos de prisão, em regime fechado, além de multa de 62 salários mínimos nos valores de 2006. Uma das atribuições de Magna era aliciar mulheres com boa aparência. Fotos das garotas eram enviadas ao espanhol, que selecionava as candidatas. Aprovadas, as meninas recebiam orientação de como deveriam proceder para viabilizar a viagem.
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Quando os passaportes ficavam prontos, as passagens aéreas eram enviadas por meio de um motoboy. Todos os custos com a viagem, inclusive o dinheiro para passar pela imigração estrangeira, eram financiados pelo espanhol. Todas meninas do esquema tinham como destino a cidade de Vigo, na Espanha.
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Ao chegar ao país europeu, as brasileiras já possuíam uma dívida de cerca de cerca de R$ 9.000 com a quadrilha e ainda eram obrigadas a pagar diárias de R$ 150 reais ao proprietário da boate. Sem conseguir saldar a dívida, as mulheres eram maltratadas e coagidas. De acordo com a polícia da Espanha, as garotas recebiam ameaças de morte.
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Denúncia
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A denúncia do Ministério Público Federal incluía oito pessoas no esquema. Quatro foram absolvidas: Vânia Aparecida de Lima, Divina Eliene Oliveira dos Santos, Cláudia Paiva da Silva e Kátia Geraldina Gonçalves. Além do espanhol e sua cunhada, foram condenadas ainda Edite de Souza Lício a 14 meses de detenção e Patrícia Miranda de Moraes Araújo a dois anos e dois meses de prisão.
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Segundo a denúncia, o clube Las Ninfas teve um lucro de cerca de R$ 2 milhões entre 2005 e 2006, período em que o esquema foi denunciado. Os bens e valores adquiridos no Brasil com o dinheiro do crime, de acordo com a decisão da Justiça Federal, devem ser perdidos em favor da União. O processo foi julgado pela 11ª Vara da Justiça Federal e Gonzalez está impedido de entrar com recurso em liberdade.

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Os espanhóis tem muito o que aprender.